Portal Terra explica como o Comando Vermelho dominou periferias de Belém, sede da COP 30
Uma reportagem publicada nesta quarta-feira (27) pelo portal Terra revelou como o Comando Vermelho (CV) consolidou sua presença nas periferias de Belém, cidade que sediará a COP30 em 2025. O texto, assinado pelo jornalista Marcos Zibordi, mostra que a facção carioca conseguiu expandir suas operações na capital paraense ao romper alianças antigas e ocupar territórios antes dominados por grupos locais.
Segundo a publicação, o CV cresceu a partir das rotas do tráfico internacional, aproveitando a geografia da Amazônia, com rios, igarapés e estradas que ligam o Pará a países vizinhos. Belém tornou-se um ponto estratégico, tanto pela sua posição quanto pela ausência do Estado em muitas áreas periféricas.
A matéria destaca que, nas comunidades sob domínio da facção, são impostas “regras de convivência”: proibição de assaltos, cobrança de taxas a comerciantes e controle de serviços clandestinos de transporte. Embora vendidas como uma forma de “ordem”, essas medidas representam, de fato, um domínio paralelo ao poder público.
O Terra também relembra episódios marcantes que consolidaram a presença do CV na região, como a ruptura com a Família do Norte (FDN), a rivalidade com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e confrontos em presídios paraenses, incluindo massacres de 2019 que chamaram atenção do país.
O avanço do grupo em Belém gera preocupação diante da COP30, que colocará a cidade sob os olhares do mundo. Pesquisadores ouvidos pelo portal avaliam que a presença das facções nas periferias revela a fragilidade das políticas de segurança e a vulnerabilidade social de milhares de moradores.

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