Caribe em alerta: caças da Venezuela sobrevoam navio dos EUA e elevam risco de conflito
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| Um jato russo Sukkoi Su-30 MKV, dos que sobrevoaram o destróier americano USS Jason Dunhan, na quinta-feira, 4. |
Pentágono chama ação de provocação; Maduro promete luta armada diante de presença militar americana
A tensão entre Estados Unidos e Venezuela atingiu um novo patamar quinta-feira, (4), após dois caças venezuelanos sobrevoarem o destróier USS Jason Dunham em águas internacionais do Caribe. O Departamento de Defesa dos EUA confirmou a manobra, descrevendo-a como uma “demonstração de força” do regime de Nicolás Maduro.
Segundo o Pentágono, as embarcações americanas monitoraram os movimentos, mas não houve interceptação direta. O navio de guerra faz parte das operações de combate ao tráfico internacional de drogas na região, em meio a suspeitas de ligação do governo venezuelano com cartéis como o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles.
O episódio ocorre em meio a uma crise diplomática crescente. Dias antes, um ataque aéreo dos EUA contra uma embarcação venezuelana resultou na morte de 11 pessoas. O presidente Donald Trump afirmou que a embarcação transportava drogas rumo ao território norte-americano e acusou Maduro de chefiar estruturas criminosas. Especialistas, no entanto, destacam que o Cartel de los Soles opera de forma fragmentada, sem comando único.
Escalada militar no Caribe
Washington tem intensificado sua presença militar na região, enviando navios de guerra e até mesmo um submarino nuclear — um recurso pouco habitual em operações contra o narcotráfico. Analistas avaliam que o movimento pode sinalizar uma estratégia de pressão mais ampla, alimentando especulações sobre uma possível intervenção contra Caracas.
Em contrapartida, Maduro mobilizou tropas para a fronteira e convocou milícias populares. Em discurso, Maduro afirmou que está preparado para iniciar uma “luta armada” caso o país seja alvo de ataque externo. Ele classificou a presença americana como “a maior ameaça à América Latina do último século” e reafirmou que a Venezuela “não se curvará diante da pressão estrangeira”.

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