Lula tenta manter diálogo em meio à crise com União Brasil


O ministro do Turismo, o paraense 
Celso Sabino, entregou esta semana sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à crise do União Brasil com o governo. Lula, no entanto, pediu que Sabino permaneça no cargo até sexta-feira (3/10), acompanhando-o em agenda oficial em Belém.

Em declaração, Sabino disse estar cumprindo a decisão do partido, mas reforçou que aceitou o pedido presidencial. “Vou como ministro ainda”, afirmou, confirmando presença na viagem ao Pará, onde Lula cumprirá agenda no Marajó e em Belém.

No Planalto, aliados de Lula afirmam que a prorrogação é uma tentativa de dar fôlego ao ministro, permitindo que ele continue negociando com a direção do União Brasil para tentar se manter no cargo e seguir como interlocutor do governo junto à legenda.

A pressão pela saída ocorre após o desembarque do União Brasil da base governista, em movimento articulado com o PP dentro da Federação União Progressista. Apesar disso, Sabino destacou que “homens públicos devem querer e trabalhar juntos pelo bem do País”, sugerindo que o diálogo segue aberto.

Antes de anunciar a entrega da carta, Sabino apresentou um balanço positivo da gestão. Segundo ele, o Brasil superou, pela primeira vez, a marca de 7 milhões de turistas estrangeiros em um único ano, com expectativa de chegar a 10 milhões até o fim de 2025.

Lula estará no Pará entre os dias 2 e 3 de outubro. No Marajó, ele inaugura creches e escolas de educação infantil, e em Belém visita obras ligadas à preparação da cidade para a COP30, marcada para o mês de novembro de 2025.

FONTE: ESTADÃO / MSN
FOTO: RICARDO STUCKERT / PR

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