O impacto da nova conectividade no futuro das mídias no Brasil.

Novos smartphones virão com tecnologias que nos deixarão boquiabertos, como telas dobráveis, acesso mais rápido à Internet, além de processadores ainda mais velozes.
THALES BRUNO
A revolução da tecnologia caminha a passos largos, impulsionada por duas frentes principais: a chegada dos smartphones de nova geração e a implementação da chamada Televisão 3.0. Esses avanços não apenas remodelam a forma como nos comunicamos e consumimos conteúdo, mas também representam um marco na integração entre mobilidade, velocidade e interatividade.
Novos modelos de smartphones deixaram de ser meros dispositivos de comunicação e se tornaram centros digitais multifuncionais. Equipados com processadores capazes de executar milhões de operações em frações de segundo e câmeras de altíssima definição, eles permitem desde videoconferências sem interrupções até experiências imersivas com realidade aumentada.
Esse salto está diretamente associado à expansão do 5G no Brasil, que oferece downloads até 100 vezes mais rápidos que as gerações anteriores. Filmes em alta resolução podem ser baixados em segundos, transmissões ao vivo acontecem sem travamentos e a Internet das Coisas (IoT) encontra terreno fértil para se consolidar em áreas como educação, saúde e cidades inteligentes.
Apesar do entusiasmo, o acesso ainda é desigual. O alto custo dos aparelhos premium e a limitada cobertura de rede em regiões fora dos grandes centros criam uma divisão digital. Para reduzir essa lacuna, especialistas apontam para a necessidade de políticas públicas inclusivas e investimentos contínuos das operadoras.
INTERATIVIDADE 3.0
Em paralelo, a TV 3.0 desponta como a próxima grande transformação na forma de consumir mídia no país. Mais do que transmissão de sinal digital, trata-se de uma integração inédita entre broadcast e internet.
O Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) coordena os padrões técnicos que permitirão experiências interativas em tempo real. O telespectador poderá fazer muito mais coisas do que faz hoje usando apenas o Youtube, por exemplo. Olha o que vai ser possível:
•• Acompanhar estatísticas detalhadas de jogadores durante uma partida de futebol;
•• Participar de enquetes em programas ao vivo;
•• Explorar conteúdos extras em telejornais;
•• Efetuar compras diretamente pela tela da TV.
Essa convergência não apenas enriquece a experiência do público, mas também abre espaço para novos modelos de publicidade digital, onde anunciantes conseguem segmentar mensagens com precisão.
Porém, o público que quiser acompanhar esta novidade precisa correr: O início das transmissões promete um choque grande de realidade, como vemos aqui, especialmente porque a primeira transmissão no Brasil deve ocorrer já no ano que vem.
O QUE AS PESSOAS
DEVEM FAZER JÁ?
Uma pequena pesquisa sobre o modelo do seu aparelho pode ser feita usando o Google, por exemplo, para saber se sua smart tem a capacidade de reproduzir vídeos em 4k, por exemplo, além do prometido avanço da comunicação com a internet ao mesmo tempo, para aproveitar o conteúdo extra. Não custa lembrar que o sistema antigo saiu do ar não faz muito tempo. Porém, não saia por ai comprando sem antes saber se o modelo de TV que você tem em casa já satisfaz os requisitos da nova TV aberta.

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