"Vende-se": vídeo mostra uso irregular de patinetes em Belém.



Uma postagem do perfil “Tradutor Paraense” no Instagram deu o que falar. Em tom bem-humorado, mas crítico, o vídeo mostra diferentes situações envolvendo patinetes elétricos alugados em Belém, expostos em contextos que levantam debates sobre o uso do serviço na capital.

“É rir pra não chorar”, escreveu o autor do perfil ao compartilhar imagens que circularam nas redes. Em um dos registros, um rapaz aparece carregando um patinete em um carrinho de mão de madeira, tentando vendê-lo em um ferro-velho. A resposta do proponente comprador foi imediata: “Não vou pegar, não existe isso”, disse ao se recusar a fechar negócio.

Outro momento mostra um usuário transportando um botijão de gás no veículo, sem se preocupar com as autoridades. Já em cena considerada a mais absurda, cinco patinetes foram enfileirados em frente a uma casa na periferia, acompanhados de uma placa improvisada: “Vende-se”.

A coletânea exibe ainda quatro jovens em cima de um único patinete, em plena via pública. Do carro ao lado, um motorista grita: “Vocês vão ficar famosos, viu?”. O humor do vídeo onde todos os casos são vistos é embalado pela música “Traficante do Amor”, de Vanderley Andrade, reforçando a ironia sobre o uso irregular dos equipamentos.

Os vídeos são registros feitos pelos próprios moradores e revelam “um retrato do descaso”. Embora o paraense seja considerado “gente boa” — lembrança de uma saudosa loja de departamentos da cidade, há quem abuse do sistema, o que pode trazer prejuízo aos que não tem tal índole.




COMO FUNCIONA O SERVIÇO?

Os patinetes elétricos em Belém são operados pela empresa JET BRASIL, contratada pela Prefeitura. A empresa disponibilizou 60 unidades para município, e o restante (540) liberadas ao público que se espera visitar a cidade, além de os próprios munícipes. Entre as regras, está a proibição de mais de uma pessoa no mesmo patinete, exigência de idade mínima de 18 anos e respeito às áreas delimitadas pelo aplicativo.

O valor mínimo da locação é de R$ 9,90 por hora. Os equipamentos contam com GPS, o que permite à empresa rastrear os veículos fora da área autorizada. Apesar disso, o vídeo mostra patinetes encontrados em bairros fora da permissão da empresa, como Jurunas, Guamá, Marambaia, alguns locais do Marco e Terra Firme, além de estacionados descarregados em áreas irregulares foram registrados.

A pesar disso, na manhã deste sábado, apenas um patinete carregado foi encontrado no conjunto Promorar, próximo à rodovia Arthur Bernardes – área que não consta no mapa autorizado pela empresa.

A polêmica abre espaço para um debate maior: até onde vai o limite do bom senso no uso dos patinetes elétricos em Belém? Até quando iremos nos comportar desse jeito?

FOTOS: PERFIL "TRADUTOR PARAENSE NO INSTAGRAM E JÁDER PAZ / AGÊNCIA BELÉM 

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